Questão de horas...

11 tatuagens para quem ama livros02 1 thumb 570As universidades europeias, em geral, e as espanholas, em particular, estão realizando um esforço importante para adaptar seus ensinamentos no novo Espaço Europeu de Educação Superior. Não é que o tema da educação superior seja exatamente novo, mas sim se pretende-se que tenha uma série de traços comuns em todos os países signatários, que são muitos mais do que os componentes da União Europeia que tenha uma forma unica para o tcc sem drama.

Na verdade, todos menos Bielorrússia, a menos que me engane. E isso sim que é algo relevante. Trata-Se, pois, de um esforço que envolve toda a cidadania europeia, seguido de perto em outros continentes (ver, por exemplo, as reuniões que estão tendo entre os representantes das universidades africanas, e o interesse despertado em toda a américa Latina). É um esforço necessário, que deve ir mais além, no futuro, os temas definidos nos acordos que sustentam as reuniões bienais do Processo de Bolonha.

Na forma em que se está desenvolvendo a consulta jurídica chamam a atenção várias coisas, algumas das quais quero referir-me de forma breve. Chama a atenção, por exemplo, a rejeição do o processo foi despertado em uma parte do alunado: isso foi possível observar com clareza em países como a Espanha ou a Grécia, onde houve muitas manifestações.

É normal que umprocesso deste tipo gera dificuldades, porque as adaptações necessárias são bastante complexas. Existe, inclusive, desde o ano de 2005, um livro preto do processo de Bolonha realizado pelos Sindicatos Nacionais de Estudantes na Europa, que critica vários aspectos do processo (1), e cuja publicação tem contribuído para a própria União Europeia.

O relatório critica diferentes aspectos do Processo e ressalta os problemas que sua aplicação tem gerado em alguns países, mas acaba reconhecendo explicitamente que o caminho iniciado é uma conjuntura magnífica para que a mudança seja positiva e uma oportunidade que você vai ter como consequência fazer mais responsáveis para os alunos. Isso não impede, é claro, a crítica, que se estende a muitos dos objectivos estabelecidos e para vários países. Por certo, o nome de Portugal aparece, de passagem, em uma única ocasião, citado ao lado de vários outros países.

Será que aqui preferimos resolver as coisas um pouco mais à brava.

Que existam divergências e diferentes maneiras de ver as coisas é o esperado e o normal. Mas

não me é fácil encontrar as razões de alguns confrontos tão furibundos como os realizados em algumas universidades. Desde então, eu suspeito que o desconhecimento do que realmente é o processo de Bolonha desempenha um papel fundamental, embora não sei se serve para explicar tudo. Deixo aqui a observação no ar.